Primeiro domingo do mês de maio.
História de amor com o mar cercando a vida de todos.
Nessa história o príncipe fica enfeitiçado e a princesa precisa salvá-lo.
Criação minha a partir de uma história colida da tradição oral Italiana.
Julia veio me visitar:
3 de maio de 2009
2 de maio de 2009
10 de abril de 2009
5 de abril de 2009
1 de abril de 2009
26 de março de 2009
O girino é o peixinho do sapo. O silêncio é o começo do papo. O bigode é a antena do gato. O cavalo é pasto do carrapato. O cabrito é o cordeiro da cabra. O pecoço é a barriga da cobra. O leitão é um porquinho mais novo. A galinha é um pouquinho do ovo. O desejo é o começo do corpo. Engordar é a tarefa do porco. A cegonha é a girafa do ganso. O cachorro é um lobo mais manso. O escuro é a metade da zebra. As raízes são as veias da seiva. O camelo é um cavalo sem sede. Tartaruga por dentro é parede. O potrinho é o bezerro da égua. A batalha é o começo da trégua. Papagaio é um dragão miniatura. Bactéria num meio é cultura.
(Cultura, Arnaldo Antunes. Do livro AS COISAS.) Li no fim de semana em onde contamos, Marcos e eu , histórias em dupla. MAC, Niterói, 22 de março de 2009.
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22 de março de 2009
16 de fevereiro de 2009
O apanhador de desperdícios
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
do livro A Infância de Manoel de Barros - Editora Planeta: 2004
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
do livro A Infância de Manoel de Barros - Editora Planeta: 2004
Li esse texto no primeiro dia de trabalho do ano de 2009 no MAC. A partir de agora quero ler trechos de livros antes de começar o trabalho, aceito indicações. O livro é lindo, vem em uma caixa e amarrado com uma fita. O livro que eu tenho não é meu, é do Ricardo. Me identifico com o texto. Realmente prezo muito mais insetos do que aviões. E Invencionática, no momento, é a ordem do dia. Que venham as tartarugas.
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13 de fevereiro de 2009
10 de janeiro de 2009
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